sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Criado pelos avós

Quando a avó exerce a função da mãe
A união dos avós e pais na criação das crianças

Joseane Santos

No ambiente familiar quem nunca pediu para ir morar na casa da vovó? Pois os mimos e a superproteção é tudo o que a criançada gosta. Entretanto, isto é muito comum nos dias de hoje, principalmente porque os pais andam cada vez mais ausentes sempre trabalhando, aperfeiçoando suas qualidades profissionais, para então oferecerem uma qualidade de vida melhor aos filhos.

O vendedor Marcio Vinício, de 30 anos, é um retrato desta situação. Seus pais, que trabalhavam o dia todo, moravam com seus avós maternos, e aos 6 anos do filho, decidiram morar em uma casa em um bairro distante, porém Marcio não quis ir com os pais, alegou que quem já o criava era a avó e “não era legal deixá-la sozinha, pois era o neto mais velho e tinha que defendê-la”.
Mas o que Marcio esqueceu é que além dele, sua avó já criava mais dois netos e tinha ainda quatro filhos com idades entre cinco e 17 anos. Seus pais tentaram de todas as formas convencê-lo de que o melhor seria morar com eles, mas não conseguiram. Os avós fizeram chantagens dizendo que ele seria uma criança infeliz e que sendo criados longe deles não teria oportunidade de ser amado, já que ele ficaria com uma babá, enquanto os pais trabalhavam.

Não foi difícil convence os pais de Marcio. Mas o final de semana era dos pais. Os anos foram passando e hoje, o vendedor agradece aos pais por aceitarem a sua opinião naquele momento. Mas para muitos pais inexperientes a opinião da criança não vale, alegando que quem decide são eles os responsáveis.
Segundo a psicóloga Mara Pusch, ela concorda que os pais são os responsáveis pela criança, mas: “A responsabilidade da educação é dos pais, e esse é um dos motivos pelos quais os netos e os avós se entendem tão bem. E se existir respeito pelos critérios e hábitos estabelecidos pelos pais, não haverá prejuízo para a autoridade paterna”, diz Mara.

Um ponto importante a ser tratado é a separação de função de cada um, para não magoar e nem rejeitar a ajuda alheia. Os pais devem priorizar o bem-estar da criança e identificar a grande necessidade do filho em se relacionar com o mundo em que vive, mas não esquecendo de impor regras na criação pelos avós. Neste aspecto, a psicóloga Gabriela Fructuoso diz que a superproteção não é uma lei. “Depende de como essa avó se coloca. Se ela agir responsavelmente, impondo limites, não haverá problema algum. Mas se apenas dá carinho e não faz cobranças no momento correto, acaba prejudicando a formação do neto”, afirma.

E diferente do que muito alegam, nem sempre os netos são crianças mimadas e egoístas, quando criados pelos avós. Basta saber diferenciar que a criação deve conter muita disciplina. A especialista, Gabriela, crê que existe um mito em relação à idéia de que todas as pessoas criadas pelos avós são mimadas. “Não há regras. Acontecem muitos casos em que os pais pecam na questão disciplinar e mimam os filhos, assim como há situações em que a avó exerce o papel de mãe com responsabilidade”, explica.

Outro fator muito importante é o amor que existe entre os netos e avós. É imprescindível afirmar que: filhos criados por avós são bem melhor do que por estranhos. E independente disto é muito positivo para a criança ter a imagem de todos seus familiares unidos pela sua educação, pela formação de seu caráter e personalidade.

Não podemos esquecer que todos, pais e avós devem se unir e lutar pelo melhor na criação. E é função dos pais, administrarem esta responsabilidade para que seu filho não tenha somente os avós como referência familiar.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Amor de mãe é incondicional

Mulheres que adotam crianças mostram que são grandes guerreiras

Por Joseane Santos
Fonte: Thaís Lazzeri.

Ser mãe é amar uma pessoa incondicionalmente, independente de ter gerado ou dado à luz. Para uma mulher esta profissão – que não existe férias ou pagamento melhor do que o sorriso de seu filho –, é muitas vezes uma vitória, pois, infelizmente ou felizmente, não pôde gerar um filho em seu ventre.

Mas a mulher é o único ser humano que consegue superar esta frustração amando uma pessoa que veio sim de outro ventre, mas será educada e amada por ela. É o que acontece com as mães adotivas. Elas são fontes de esperança e solidariedade para o mundo das crianças, elas conseguem transformar o sonho de uma criança abandonada em realidade.

O mundo caótico e cheio de maldades faz com que algumas “falsas mães” abandonem seus filhos, ainda no ventre elas os rejeitam e graças ao novo sistema de integração de adoção no país é possível uma futura mãe adotiva ter contato com seu futuro filho ainda na barriga da mãe biológica.

Foi o que aconteceu com Flávia Miranda de Oliveira, 33 anos, professora de educação infantil e psicóloga. Ela tentou engravidar por cinco anos. “Parece que um mês vira um ano. Um belo dia eu disse: chega!”, conta. A partir daquele momento, Flávia começou a se aproximar, inconscientemente, de casais que tinham adotado filhos. Ela passou a ter amigos e contatos com várias pessoas. Foi então que um dia em uma festa, uma de suas novas amigas disse: “Só falta você.” Naquele momento ela disse que ficou com raiva, mas sentiu que colocaram a sementinha da adoção nela.

Após dois anos, a professora, percebeu que existem vários caminhos que levam casais a terem filhos. “Não queria ter uma barriga, queria ser mãe. A gravidez pode ser um caminho. Mas não existe só esse”, afirmou. Não demorou muito tempo e ela e o marido, Ricardo Peev, 38 anos, jornalista, entraram na fila de adoção. A participação da família também é muito importante. Eles comunicaram aos pais dela e obtiveram um ótimo apoio de todos.

E em fevereiro de 2007, receberam um telefonema dizendo que Davi, hoje com 1 ano e 5 meses, nasceria dentro de dois meses em São Luís, Maranhão. Flávia e o marido, Ricardo moram em São Paulo. Emocionada a mãe diz sobre a história: “Cada vez que eu reconto, me aproprio mais dela”. Durante os dois últimos meses da gestação da mãe biológica, o quarto de Davi foi decorado e enfeitado com adereços feitos por uma amiga plástica da família.

Flávia relata que ao olhar para o filho não lembra das dificuldades que passou. Uma dessas dificuldades foi viajar junto com sua mãe para São Luís, para efetuar o processo de adoção direta, pela mãe biológica do bebê. Instalada no município, Flávia fez tudo o que uma mãe faz, passou todas as roupas do enxoval. Naquela mesma madrugada recebeu a notícia que a mãe biológica havia passado mal e já havia sido encaminhada para a clínica, paga pelo casal. “Foi como se eu tivesse sentido as contrações também.”

A mãe adotiva permaneceu na ante-sala ao lado da sala de parto. Quando Davi nasceu ela teve a oportunidade de ouvir o primeiro choro de seu filho. E minutos depois, ainda enrolado na toalha, pôde amamentá-lo. É isso mesmo, Flávia amamentou seu filho pois havia feito estimulação para ter leite. “A sensação de amamentá-lo foi indescritível”, emociona-se. Após aquele momento nada mais era importante para Flávia. Davi chegou para completar a vida desta grande mulher.

O marido viajou duas semanas depois, mas ligava diariamente e chorava ao telefone. Com sua volta para casa seu sonho estava completo e sua vida modificada pelo amor de ser mãe. Quando perguntada sobre como vai contar ao pequeno Davi sobre a adoção, ela é objetiva ao afirmar: “Ele não é adotivo, ele foi um dia adotado. Hoje ele é meu filho legítimo”.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Mude hoje ou amanhã , mas mude!


Ontem foi um dia muito especial para minha família ( minha filha fez 6 meses) e por isso resolvi colocar este poema aqui para retratar meus sentimentos mais singelos....

O ano ainda não começou, mais estou animada para o final dele, pois com o tempo vem o mar de espinhos e com o vento vem o mar de rosas...

Bom Dia...
É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.
É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos...

Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,

Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se
desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,


Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.