por Joseane Santos
Para início de uma bela análise, é preciso declarar que a ética deveria fazer parte da vida de todas as pessoas. Seja ela jornalista, médico, professor ou qualquer outra profissão. Entretanto, infelizmente algumas pessoas não têm consciência da gravidade, de tamanha desonestidade de ser antiético.
Infelizmente o mundo está tomado de pessoas do mal, de pessoas que desejam ser reconhecidas, mas ao invés de correr atrás querem ser favorecidas, de forma desonesta. Como diz Cláudio Abramo, “não existe ética específica do jornalista: sua ética é a mesma do cidadão”.
E assim como “o cidadão não pode trair a palavra dada, não pode abusar da confiança do outro, não pode mentir”. O profissional, jornalista também tem deveres a serem cumpridos.
Ao analisarmos as questões que foram apresentadas no seminário temos infelizmente mais profissionais que se utilizam desses métodos do que se pensa.
- A falsa identidade: O profissional que mente e suborna uma fonte é um tremendo corrupto, pois ele não está sendo sincero honesto. Na teoria, todos os estudantes de comunicação aprendem as regras, as condutas e a forma de trabalhar corretamente. Porém na prática as coisas não funcionam assim, pois infelizmente alguns jornalistas quando vão para “campo”, para a redação, se deparam com a realidade da profissão e muitas vezes, durante as dificuldades, acreditam em caminho mais rápidos e acabam agindo desta forma. Mas não é a correta.
- Os negócios por fora, é outra questão muito importante. Na realidade nada impede de um jornalista ter outra profissão, ou até mesmo trabalho, mas desde que não atrapalhe e influencie na sua profissão. Trabalhar para fonte, na teoria, isso não pode, de maneira alguma. Mas, como citei acima, na prática, alguns jornalista é influenciado pelo sucesso imediatista e mais rápido o que ocasiona a relação direta com as fontes, que se utilizam do profissional para se promoverem na mídia.
- A manipulação de fotografias digitais é um avanço tecnológico que ainda causa muita discussão. Quando essa manipulação é feita para inibir algo como o rosto d um menor, o corpo de um defunto ou publicidade de algum produto eu aceito, mas na prática o que vemos hoje é a utilização desta ferramenta como arma para o jornalismo mais enfeitado. Apagar algo que faz parte de um contexto fotográfico, como aconteceu com o jornalista que apagou a mão de um a vítima no trem na Europa, é algo inaceitável. Nós jornalista, não estamos aqui para julgar o bonito do feio, estamos para informar e levar ao público a realidade mais clara e evidente. Mostrando todos os lados e posições. Tendo a imparcialidade na execução da profissão.
- Publicar algo que vá prejudica um inocente é errado na teoria, mas na prática, muitos profissionais, que não deveriam nem ser chamados de profissionais, utilizam disto para promover alguém ou favorecer uma fonte. Omitir é algo ainda mais grave, pois dependendo do ponto de vista você pode estar evidenciando algo que não existe e consequentemente mentindo para o leitor. O jornalista deve ter muito cuidado com a omissão, pois ela mostra definitivamente que não há imparcialidade na matéria. Portanto, publicar algo sobre alguém que será prejudicado, somente se este for culpado. E omitir não é a função do jornalista.
Infelizmente neste mercado de comunicação, existem profissionais antiéticos, mas acredito que a maioria está do lado da população e não se vende por dinheiro ou fama. O jornalista ético não é aquele que quer ser “estrelinha” na mídia e sim aquele que tem a consciência de ter feito seu trabalho corretamente sem prevalecer do mérito de alguém ou algo.

Adorei Josi!! Vou acompanhar com certeza! Acompanhe o meu tbm! Pretendo escrever mais e estou fazendo umas mudanças bem legais!
ResponderExcluirMuitas saudades!!
Bjoo!!